Foi-se o mês em que ler as redes sociais se torna ainda mais insuportável. Pessoas egoístas compartilhando textos sobre o se importar com o próximo, o ouvir, o compreender, entre outras coisas que sugerem ser prevenção ao suicídio, mas que geralmente nunca são prioridade na socialização cotidiana destas pessoas. Mal chegou na metade desse mês e as postagens deixaram de surgir. Pois é, meus amigos. O setembro amarelo acabou. Agora vocês não precisam mais se importar com o que o outro sente, com o que vive ou o que tem a falar: já voltaram a centralizar suas falas como se elas fossem mais importantes do que a de qualquer outro indivíduo. Vocês não precisam mais ouvir. Já podem tirar a fitinha amarela que andou presa em suas respectivas bolsas, enfeitando-as nestes dias. É incrível como a depressão se tornou ícone estético. Obrigada, Lana Del Rey. Agora é mais aceitável ser depressivo, ainda que seja apenas durante um mês do ano.
Essa semana ocorreu um fato que despertou muitas críticas sobre essa valorização atual da cultura negra. Pessoas que sequer fazem parte da cultura tentam a todo custo adentrar nela, demonstrando apoio e até alguma identificação. Entendemos esse apoio como estratégia de marketing. Se você demonstra apoio à uma cultura, facilita que seu produto venda mais, por atingir um público maior. Esse é um fato. Dificilmente um movimento consegue apoio sem ser comercializado (vide o movimento Fora Temer , que em nada resulta além de uma identificação entre pessoas com pessoas e pessoas com produtos). Pois bem, estes famosos como Madonna tem essa justificativa para apoiar o movimento. Uso Madonna como exemplo porque, além de eu ser uma fã, reconheço que ela foi pioneira nessa estratégia (como sempre): desde o início apoiava o movimento negro e LGBT, inclusive foi uma das primeiras artistas pop (se não a primeira) a incluir participações de rappers em canções pop misturadas com R&B (vid...
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