Não muita coisa. Eu, como uma mulher introspectiva que recentemente tem se libertado de alguns limites, apenas iria perder algumas conquistas e voltaria a ser repreendida como alguns anos atrás. Voltaria a não ter alguns direitos como pessoa com deficiência, direitos estes que descobri muito recentemente. Voltaria a ter acesso a um ensino abaixo do padrão por conta da minha situação sócio econômica. Talvez tenha me esquecido de incluir algo, mas o ponto é que dificilmente algo dessa lista me levaria a morte. Eu sobreviveria, assim como sobrevivi até então. O que me preocupa são as pessoas negras e LGBT. É impossível não se preocupar com estas pessoas que, assim como eu, só agora estão conquistando o seu espaço. Só que o problema sobre eles ainda é pior, porque todo esse ódio contra eles pode levar à morte, assim como ainda acontece todos os dias. Nem todos eles sobreviveram a estes problemas. Como educadora, sempre irei prezar pelo melhor ao próximo, então é impossível me sentir confo...
Essa semana ocorreu um fato que despertou muitas críticas sobre essa valorização atual da cultura negra. Pessoas que sequer fazem parte da cultura tentam a todo custo adentrar nela, demonstrando apoio e até alguma identificação. Entendemos esse apoio como estratégia de marketing. Se você demonstra apoio à uma cultura, facilita que seu produto venda mais, por atingir um público maior. Esse é um fato. Dificilmente um movimento consegue apoio sem ser comercializado (vide o movimento Fora Temer , que em nada resulta além de uma identificação entre pessoas com pessoas e pessoas com produtos). Pois bem, estes famosos como Madonna tem essa justificativa para apoiar o movimento. Uso Madonna como exemplo porque, além de eu ser uma fã, reconheço que ela foi pioneira nessa estratégia (como sempre): desde o início apoiava o movimento negro e LGBT, inclusive foi uma das primeiras artistas pop (se não a primeira) a incluir participações de rappers em canções pop misturadas com R&B (vid...